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Influência do medicamento homeopático Equisetum hyemale na germinação de sementes de soja: |


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IX Conferência Brasileira de Agricultura Biodinâmica e Conferência Biodinâmica do Cone Sul Junho de 2010 - Florianópolis SC... Saiba mais... |
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Ano 3 n°10 Dezembro - 2009 |
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Agricultura Biodinâmica |

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"O bem-estar de uma integralidade formada por pessoas que trabalham em conjunto será tanto maior quanto menos o indivíduo exigir para si os resultados do seu trabalho, ou seja, quanto mais ele ceder estes resultados aos seus colaboradores e quanto mais suas necessidades forem satisfeitas, não por seu próprio trabalho, mas pelos demais." Rudolf Steiner - Lei Social Principal - 1905 |
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Golloubeff B., Vidal A., Carvalho R., Vilela G.
Introdução: Hahnemann em seu livro “Organon da arte de curar” descreve que o aumento na dinamização dos medicamentos homeopáticos aumenta sua potência, ou seja, o efeito fisiológico no organismo. Entretanto observou-se que em plantas e animais este comportamento não é linear, ou seja, o aumento das dinamizações, não repercute necessariamente em respostas fisiológicas progressivas e/ou crescentes, como por exemplo, no crescimento inicial de plântulas (Bonato, 2004). As respostas no desenvolvimento inicial na germinação de sementes podem ser maiores ou menores que o controle, a água pura, e apresentam três comportamentos: ascendente, horizontal ou decrescente, mas sempre em forma de ondas apresentando picos de máxima e mínima (Kolisko e Kolisko, 1923). O vigor das sementes é reconhecido como um parâmetro para a caracterização do potencial fisiológico das sementes, e é o conjunto de características que determinam o potencial para emergência e o rápido desenvolvimento das plântulas (Marcos Filho, 2005). O vigor da semente pode ser entendido como o nível biológico de energia disponível ao processo germinativo, persistindo durante todo o ciclo da vida da planta (Caliari, 1999). Estudos feitos na área animal também demonstram esta resposta rítmica, em forma de onda, do efeito de substâncias dinamizadas. Davenas et al. 1988 nos estudos de granulação de basófilos mostraram efeitos rítmicos que ora estimulava ou inibia a produção de histamina. Rudolf Steiner indicou a utilização da cavalinha, Equisetum arvense, para o combate de fungos quando estes colonizavam as plantas (Steiner, 2000). A espécie escolhida para o nosso estudo inicial foi a E. hyemale por ser de fácil cultivo no Brasil. Este experimento teve como objetivo observar os efeitos das diversas potências do medicamento homeopático Equisetum hyemale na germinação de sementes de soja determinando potências de picos máximos de influência e utilizá-las no controle de doenças fúngicas das plantas. Material e Métodos: A tintura mãe - TM do medicamento foi preparada na Associação Brasileira de Agricultura Biodinâmica, Botucatu SP, a partir do sumo fresco do Equisetum hyemale, de cultivo biodinâmico extraído através da prensagem fria, a partir da qual foram preparadas as dinamizações D1 até D30 em solução hidroalcólica 30%. As sementes de soja de origem orgânica foram selecionadas e separadas em lotes de 50 unidades e foram embebidas em 5 ml do medicamento. O teste de germinação foi conduzido em condições ambientais controladas. O experimento foi instalado com 31 tratamentos: potências D1 a D30 e o controle, a água pura, com 4 repetições (A, B, C e D) por tratamento, totalizando 124 parcelas experimentais. Será realizada a análise de variância dos dados de germinação com o teste de Duncan para comparação das médias. A seguir serão realizadas as análises de regressão para germinação e peso e calculado o coeficiente de correlação entre as variáveis. O nível de significância adotado nos testes será de 5%. Avaliou-se a porcentagem de plântulas normais segundo critérios estabelecidos nas Regras de Análise de Sementes (Brasil, 1992). Avaliou-se o peso das sementes germinadas. Resultados e Discussão: A potência D17 foi a que apresentou o maior número de sementes germinadas, 187 das 200 sementes, O grupo controle foi o que apresentou o menor número de sementes germinadas, 169 em 200 sementes. A potência D28 foi a que apresentou maior peso médio das sementes germinadas 0,5783g. A potência D9 foi a que apresentou menor peso médio 0,4418g. Quando comparados os resultados dos tratamentos eles mostraram respostas rítmicas, em forma de onda. O teste para variâncias mostrou homogeneidade, o que permite a realização da análise de variância com os dados originais. Apesar do teste F não-significativo, o teste Duncan para comparação das médias mostrou diferenças significativas. A análise para número de sementes germinadas mostrou a potência D17 superior às potências D2, D3 e do grupo controle. Para verificar a tendência da germinação com as diferentes dinamizações, foi realizada a análise de regressão para número de sementes germinadas e para o peso das sementes germinadas e ambos apresentaram um efeito linear positivo significativo a 5%. Quando aumentamos a potência do medicamento, o número de sementes e o peso das sementes germinadas aumentam, apresentando comportamento ascendente. O coeficiente de correlação entre número médio de sementes germinadas e peso médio das sementes germinadas foi calculado e apresentou r = 0,40275 com p = 0,0247 indica não ser significativa a correlação apontando para a potência D28.
Gráfico 1 – correlação entre peso médio das sementes e número médio de sementes germinadas.
Conclusão: Observou-se que o medicamento homeopático Equisetum hyemale influenciou na porcentagem de germinação e no peso das sementes germinadas, portanto no vigor das sementes. Os resultados mostraram-se correlação entre o peso e a germinação significativa, apontando para a potência D 28.
Referência:
BONATO, C. M. Homeopatia: fisiologia e mecanismos em plantas. In: IV Seminário em ciências básicas em homeopatia, Lages-SC, Anais... Lages, SC. EPAGRI, 2004 p. 38-54. BRASIL. Ministério da Agricultura, do Abastecimento e da Reforma Agrária. Regras para análise de sementes. Brasília, DF: 1992, 365p. CALIARI, M. F. Uso de testes de vigor, na avaliação da qualidade fisiológicas de sementes de milho, com ênfase nos conduzidos sob várias situações de disponibilidade hídrica. Piracicaba, SP, 1999. 146f. Tese (Doutorado em Agronomia) Universidade Estadual Paulista – UNESP, Campus de Jaboticabal. DAVENAS, E.; BEUVAIS, F.; AMARA, J.; OBERBAUM, M. et al. Human basophil degranulation triggered by very dilute antiserum against IgE. Nature, v. 333, p 816-818, 1988. Disponível em http://www.digibio.com/cgi-bin/node.pl?lg=us&nd=n4_1 , Acesso em 05/03/2008. HAHNEMANN,S. Organon da Arte de Curar. 6º ed. Robe Editorial, 2001. KOLISKO, E., KOLISCO, L. Agriculture of tomorrow, 1923. 387p. MARCOS FILHO, J. Fisiologia de sementes de plantas cultivadas. Fealq, 2005. 459p. STEINER, R. Fundamentos da Agricultura Biodinâmica: vida nova para a terra, São Paulo: 2ª ed. Antroposófica, 2000, 235p.
Termos de indexação: Equisetum hyemale, homeopatia, substâncias dinamizadas, doenças fúngicas. |