Associação Biodinâmica

O que são Transgênicos?

Transgênico
adjetivo substantivo masculino
GEN

Diz-se de ou organismo que contém um ou mais genes transferidos artificialmente de outra espécie.
"soja t"

Fonte: Dicionário do Google.

Segundo Koechlin, (2003) A engenharia genética é uma tecnologia moderna que envolve manipulação de genes. Os cientistas podem transferir genes de uma espécie para outra, sendo, muitas vezes, essas espécies não relacionadas entre si.

Foi introduzido em 1973. Biotecnologia (cultura de tecidos, teste de paternidade, etc) é um termo bem mais geral e não é sinônimo de transgenia.

Todos os transgênicos são OGM mas nem todo OGM é transgênico. É possível modificar o genoma sem inserir um gene de outra espécie e este será um OGM e não um transgênico. OGM e transgênico não são sinônimos são produtos de cruzamentos que jamais aconteceriam na natureza, como, por exemplo, arroz com uma parte da bactéria.

Por meio de um ramo de pesquisa relativamente novo (a engenharia genética), fabricantes de agroquímicos criam sementes resistentes a seus próprios agrotóxicos, ou mesmo sementes que produzem plantas inseticidas. As empresas ganham com isso, mas nós pagamos um preço alto: riscos à nossa saúde e ao ambiente onde vivemos.

O modelo agrícola baseado na utilização de sementes transgênicas é a trilha de um caminho insustentável. O aumento dramático no uso de agroquímicos decorrentes do plantio de transgênicos é exemplo de prática que coloca em cheque o futuro dos nossos solos e de nossa biodiversidade agrícola.

Diante da crise climática em que vivemos, a preservação da biodiversidade funciona como um seguro, uma garantia de que teremos opções viáveis de produção de alimentos no futuro e estaremos prontos para os efeitos das mudanças climáticas sobre a agricultura; 

Nesse cenário, os transgênicos representam um duplo risco. Primeiro por serem resistentes a agrotóxicos, ou possuírem propriedades inseticidas, o uso contínuo de sementes transgênicas leva à resistência de ervas daninhas e insetos, o que por sua vez leva o agricultor a aumentar a dose de agrotóxicos ano a ano. Não por acaso o Brasil se tornou o maior consumidor mundial de agrotóxicos em 2008 – depois de cerca de dez anos de plantio de transgênicos – sendo mais da metade deles destinados à soja, primeira lavoura transgênica a ser inserida no País.

Além disso, o uso de transgênicos representa um alto risco de perda de biodiversidade, tanto pelo aumento no uso de agroquímicos (que tem efeitos sobre a vida no solo e ao redor das lavouras), quanto pela contaminação de sementes naturais por transgênicas. Neste caso, um bom exemplo de alimento importante, que hoje se encontra em ameaça, é o nosso bom e tradicional arroz.

A diversidade do arroz brasileiro congrega desde o arroz branco plantado no Rio Grande do Sul, que é adaptado a temperaturas amenas, àquele plantado no interior do nordeste, vermelho, resistente a climas quentes e secos. Ambos são necessários, sem seus respectivos climas e solos, para garantir que o cidadão brasileiro tenha sempre arroz em seu prato, em qualquer região do país.


MELHORAMENTO GENÉTICO 


TRANSGENIA

  • Combinação de genes da mesma espécie;
  • Seleção de indivíduos dentro da mesma espécie;
  • O cruzamento sexual permite a troca de características;
  • Mutações naturais alteram poucos pares de bases
  • Centenas de pares de bases (menor unidade do código genético) são alterados;
  • Alterações imprevisíveis de processos biquímicos;
  • Inserção de genes exógenos (de outras espécies);
  • Alterações que nunca aconteceriam na natureza, rompimento da barreira sexual

 

Por que o cultivo de transgênicos aumenta a utilização de herbicidas? 

  • A soja transgênica foi desenvolvida para o agricultor poder aplicar de uma só vez, um herbicida (mata-mato) de largo espectro após a germinação da soja. Anteriormente usavam-se diferentes herbicidas para este objetivo, encarecendo o processo.
    Antes desta tecnologia o uso de um herbicida de largo espectro não era possível. Mas a soja transgênica é resistente a este herbicida. Então elimina-se as plantas daninhas sem eliminar a soja.
  • O problema é que com o tempo , devido a variabilidade genética nos organismos vivos, aparecem plantas resistentes ao herbicida e então é necessário aumentar as dosagens de aplicação ou utilizar outros herbicidas complementares. 
  • Problema semelhante ocorre na medicina,isto é, a resistência aos antibióticos pelos microorganismos patogênicos.
  • Esta soja transgênica foi desenvolvida para “facilitar” o trabalho do agricultor e como consequência vender mais herbicida da empresa que desenvolveu o transgênico. (Exemplo: Empresa Monsanto e seu herbicida Roundap.)

Histórico da soja transgênica no Brasil. O Papel da CTNBio.

  • Em 1998, a CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança), órgão do Ministério da Ciência e Tecnonologia, liberou a soja transgênica Roundup Ready para plantio, comercialização, reprodução e uso em alimentos. Porém, a autorização foi suspensa por uma ação judicial (que continuou em vigor até 2004) ao não exigir o licenciamento ambiental.
  • A semente de soja transgênica chegou ao Rio Grande do Sul por meios ilegais.
  • 2003 e 2004 – medidas provisórias para liberação da colheita daquela safra

Rotulagem

 
É melhor prevenir do que remediar”. Esta expressão cai como uma luva quando falamos de liberação e consumo de transgênicos.

Consumimos hoje diversos alimentos com ingredientes à base de transgênicos, produzidos para matar insetos e resistir a agrotóxicos. Você deve achar que exaustivos testes foram feitos, e todas as pesquisas que apontam possíveis riscos foram levadas em consideração, para que transgênicos fossem liberados. No entanto, isso não acontece.

Não existe consenso na comunidade científica sobre a segurança dos transgênicos para a saúde humana e o meio ambiente. Testes de médio e longo prazo, em cobaias e em seres humanos, não são feitos, e geralmente são repudiados pelas empresas de transgênicos.

Neste contexto, o Greenpeace considera que a liberação de transgênicos é uma afronta ao princípio da precaução, e uma aposta de quem não tem compromisso com o futuro da agricultura, do meio ambiente, e do planeta.

Desde que os transgênicos chegaram clandestinamente ao Brasil, em 1997, o Greenpeace trabalhou para que o consumidor pudesse identificá-los e decidir se compraria ou não.

Em 2003, foi publicado o decreto de rotulagem (4680/2003), que obrigou empresas da área da alimentação, produtores, e quem mais trabalha com venda de alimentos, a identificarem, com um “T” preto, sobre um triangulo amarelo, o alimento com mais de 1% de matéria-prima transgênica.

A resistência das empresas foi muito grande, e muitas permanecem até hoje sem identificar a presença de transgênicos em seus produtos. O cenário começou a mudar somente após denúncia do Greenpeace, em 2005, de que as empresas Bunge e Cargill usavam transgênicos sem rotular, como determina a lei. O Ministério Público Federal investigou e a justiça determinou que as empresas rotulassem seus produtos, o que começou a ser feito em 2008.

A partir de 2007, parlamentares da bancada ruralista, impulsionados pela indústria da alimentação e empresas de transgênicos, propuseram projetos de lei que visam acabar com a rotulagem. O Greenpeace está de olho nestas iniciativas que visam bulir o nosso acesso à informação.

A rotulagem de produtos transgênicos é um direito básico dos consumidores. Todos nós temos o pleno direito de saber o que consumimos.

Fome no mundo: a solução é agricultura para sempre

Para os agricultores que cultivam plantações convencionais ou orgânicas, a contaminação e a inserção em massa de sementes transgênicas no mercado têm implicado em prejuízo. Eles têm perdido o direito de vender suas safras como convencionais ou orgânicas, que são mais valorizadas no mercado, e ainda por cima são obrigados a pagarem royalties por algo que eles não queriam.

Os defensores dos transgênicos dizem que eles podem ser uma solução ao problema da fome no mundo, pois podem levar ao aumento da produção de alimentos. Mas realidade é bem diferente.

A totalidade dos transgênicos plantados no Brasil, e a quase totalidade dos transgênicos plantados no mundo são plantas resistentes a agrotóxicos ou com propriedades inseticidas. A produtividade dos transgênicos não é superior à dos convencionais e orgânicos, e a semente é mais cara por conta dos royalties a serem pagos, o que aumenta o custo de produção.

Considerando isso, e somando-se seus impactos sobre a biodiversidade agrícola e aumento no uso de agrotóxicos, só uma conclusão é possível: os transgênicos são um problema, e não a solução, para a fome no mundo.

Argumentos geradores de debate / consenso / compromisso

  • Avaliação de riscos para situações onde existam ameaças sérias e irreversíveis à saúde e ao meio ambiente;
  • É melhor prevenir do que remediar;
  • A complexidade e variabilidade do mundo real limitam a habilidade da ciência fazer previsões;
  • Devemos reconhecer o valor inerente da vida não humana, assim como a humana;
  • Os transgênicos devem ser avaliados a partir do ponto de vista do consumidor e do meio ambiente e não segundo interesses econômicos;

Pesquisa em Biossegurança

  • Obrigatoriedade de pesquisas em Biossegurança ambiental sobre transferência horizontal de transgenes e derivados na água, solo, micróbios, flora (fluxo gênico) e fauna em geral.
  • Biossegurança alimentar (Nutrição). 
  • Biossegurança na saúde-efeitos nos pesquisadores e trabalhadores que manipulam transgênicos.

Biodiversidade x Transgênicos 

  • Fundação Bill Gates apoia em US$12 milhões projeto de mandioca transgênico rica em vitamina A,E,Zinco e Ferro, para melhorar alimentação de populações carentes na África;
  • Pesquisador Nagib Nassar ( UNB ), com apoio de alguma dezenas de milhares de reais do CNPQ conseguiu o mesmo feito através da hibridação entre materiais silvestres e cultivados de mandioca, desenvolvimento novas variedades de mandioca com base em nossa da agrobiodiversidade sem utilizar a transgenia.

Impactos sobre o social

  • A expansão da soja transgênica leva a redução da segurança alimentar dos países produtores pois substitui áreas que eram usadas para pastagem,fruticultura e outros cultivos em geral .
  • Concentração de terra devido à monocultura. Na Argentina, por exemplo, a área de soja triplicou, mas 60 mil propriedades deixaram de existir. Entre 1998 e 2002 diminui em 24,6% o número de propriedades. (Altieri e Pengue, 2006). Em 2002 quase metade da população Argentina estava abaixo da linha de pobreza, mesmo no ano em que houve recorde de produção e exportação.
  • Os transgênicos - tecnologias de capital-intensivas (adubos químicos, agrotóxicos, mecanização pesada e processamento industrial de grande escala) que interessam principalmente aos grandes conglomerados econômicos em detrimento das reais necessidades dos consumidores, dos agricultores e do ambiente (Mooney, 1987).

Zonas Livres ou Áreas Livres de Transgênicos

  • Segundo levantamento realizado pela ONG Friends of the Earth Europa, há atualmente 164 regiões na União Européia que são Zonas Livres de Transgênicos, e mais de 4.500 localidades que foram declaradas por suas autoridades como livres de transgênicos.;
  • Na Europa, a maioria dos países são inteiramente livres de transgênicos . Espanha e Romênia plantam OGM;
  • A Suíça aprovou em um referendo, realizado em novembro de 2005, o banimento de cinco anos às plantações de grãos geneticamente modificados. Um total de 55,7% do eleitorado votou a favor da proibição. ( BBCBrasil, 2005.)

Soluções

  • Proibição de aprovações de novas culturas transgênicas, em especial aquelas que são a base da alimentação de nossa população.
  • Rotulagem dos produtos transgênicos, para atender plenamente a um direito do consumidor de saber o que está comprando.
  • Fiscalização e cuidado na cadeia para que não haja contaminação.
  • Rastreabilidade

Controle Social

Considerações Finais

  • Ocorrem impactos na saúde,ambiente e social
  • A coexistência com transgênicos não é possível
  • Precisamos criar áreas livres de transgênicos
  • A rotulagem deve ser garantida
  • Fortalecer o consumo consciente
  • Fomentar políticas de apoio à conservação in sittu da agrobiodiversidade e produção de sementes crioulas
  • Conversão da agricultura convencial para agroecológica/ biodinâmica, com ênfase na agricultura familiar
  • Agricultura como uma atividade nobre, gerando alimentos que realmente nos nutra como Ser Humano Integral.

Fonte: Greenpeace, Wikipédia e outros documentos.
Altieri & Pengue,2006
BBCBrasil, 2005
Koechlin, F. et al. (2003)
Mooney, 1987o uso de um herbicida de largo espectro

abd elo mec

AGENDAMENTO DE VISITAS GUIADAS
Favor avisar com antecedência. Horário recomendado: Sexta-feira às 9h00.

calendario astronomico 2017

Calendário Biodinâmico


Clique no link acima para baixar o mês de Janeiro/2017.

Cursos 2017 - Programe-se!

VEJA PROGRAMAÇÃO COMPLETA DE 2017
OUTUBRO
28 e 29 - Introdução aos Sistemas de Certificação Orgânica e Biodinâmica – Pedro Jovchelevich
NOVEMBRO
25 e 26 – Introdução à Agricultura Biodinâmica: Vida nova para a Terra (Módulo 3 – Palestras 5 e 6 do Curso Agrícola de Rudolf Steiner) – João Carlos Ávila e Deborah Castro
18 - Fenomenologia e desenhos de paisagem - Evandro Nicolau
VEJA PROGRAMAÇÃO COMPLETA DE 2017

Eventos de Parceiros

NOVEMBRO
Dia 11: Especialização em Agricultura Biodinâmica. Inscrições: Instituto Elo

Informativo ABD

Para receber informacões sobre CURSOS e eventos da ABD, digite o seu nome e endereço de email abaixo:

Mapeamento Biodinâmico

Pesquisa de Mercado

Este mapeamento tem o objetivo de entender como o consumidor final percebe a agricultura biodinamica, se ele a reconhece, se compreende suas vantagens etc. Trata-se de um marco zero para iniciarmos anualmente um monitoramento da evolução dos habitos de consumo em relação a agricultura biodinamica.


Venda de Vacas Biodinâmicas

venda de vacas biodinamicas

Informações com Paulo Cabrera pelo telefone (14) 97400-8834