Comunicado de imprensa 19/12/ 2007.
Pesquisa confirma: Orgânico é melhor!
Segundo recentes pesquisas, alimentos orgânicos
são mais ricos em teores nutricionais vitais; leite
orgânico reduz riscos de eczemas em crianças e extrato
orgânico de morango reduz células cancerosas.
Além disso, uma alimentação orgânica possibilita
uma menor necessidade de calorias em relação a uma
alimentação não orgânica – o leite materno de mães
que se alimentam, principalmente de produtos orgânicos,
contém mais ácidos graxos favoráveis à saúde.
A Dra. Alberta Velimirov do FIBL (Forschungsinstitut
für biologischen Landbau) relata que: “A produção de
alimentos orgânicos preserva o ambiente e o clima, fomenta
a produtividade dos solos, possibilita aos animais domésticos
uma vida condizente a sua natureza intrínseca, aumenta
a biodiversidade das sementes e estimula o desenvolvimento
regional. Frente a este pano de fundo amplo e progressivo,
os resultados isolados devem ser avaliados e interpretados
a partir de pesquisas comparativas da qualidade dos produtos.
Assim, por exemplo, não basta fazer propaganda dos teores
mais altos de “saudáveis” ácidos graxos no leite orgânico
ou dos teores mais altos de antioxidantes na verdura
orgânica como sendo os únicos pontos altos, mas sim,
o que importa é a relação com a produção eficaz, duradoura
e respectivamente condizente às espécies. As vantagens
qualitativas que se resultam representam ainda assim
os pontinhos do i – como mostram os resultados de pesquisas
mais recentes”. Velimirov relata ainda que na agricultura
orgânica existe um potencial que se estende da ecologia
até a produção de alimentos promovedores de saúde.
Teores mais altos de vitamina C e compostos
fenólicos.
A agricultura orgânica muitas vezes
se destaca por efeitos positivos com teores mais altos
de vitamina C e compostos fenólicos com efeitos antioxidantes
nos produtos alimentícios. Isto se demonstrou no ensaio
de cultivo com duração de 10 anos, concluído recentemente
nos EUA. Tomates orgânicos contêm teores mais altos significativos
de flavonóides (quercetina, 79% e camferol, 97%). Quanto
mais tempo os tomates forem cultivados organicamente,
mais aumenta a diferença em comparação com tomates de
cultivo convencional. Super-adubação nitrogenada e crescimento
vegetal acelerado reduzem o valor saudável de tomates
e causam uma diluição dos teores nutritivos. Além disso,
pimentões cultivados organicamente, também contêm mais
vitamina C, fenóis e carotenóides.
Como ressalta a “Associação de produtores orgânicos da
Grã-bretanha” (Soil Association), em 2005 já havia 41
estudos científicos internacionais que atestam que alimentos
orgânicos contêm mais vitamina C, magnésio e fósforo.
Por exemplo, laranjas orgânicas contêm 12% mais de vitamina
C e significantemente menos resíduos de nitratos (12
até 30%).
Eczemas em crianças pequenas – Leite orgânico
reduz o risco.
Um estudo atual realizado nos Paises
Baixos mostra que a alimentação de crianças pequenas
com laticínios orgânicos reduz o risco em 36% na formação
de eczemas.
Extrato de morango orgânico reprime crescimento
de células cancerosas.
Pesquisadores da Suécia conseguiram uma confirmação
científica importante: acrescentando a culturas de células
cancerosas extrato de morango orgânico ocorre uma nítida
diminuição do crescimento de células cancerosas em comparação
com a adição de extrato de morango de cultivo convencional.
Estratos orgânicos reprimem o crescimento de células
do câncer do intestino em 60% (extrato convencional,
49,7%) e células de câncer de mama em 53,1% (extrato
convencional, 37,9%). Extratos orgânicos contêm mais
antioxidantes e mais vitamina C.
Menor necessidade de calorias em relação
aos não orgânicos.
”A alimentação com produtos orgânicos aumenta, em média
o consumo diário de antioxidantes relativo a uma porção
de frutas e verduras. A condensação de nutrientes de
frutas e verduras reduz a necessidade calórica. São necessários
10 até 15% menos de absorção total de calorias para satisfazer
as necessidades fisiológicas nutritivas” – estes são
os resultados do estudo do cientista americano Charles
Benbrook apresentado no ”Second International Symposium
on the Human Health Benefits of Fruits and Vegetables“
em Houston /Texas, no mês de outubro de 2007.
Carne bovina orgânica aumenta em 50% os
teores de ácidos graxos saudáveis em leite materno.
Conforme mostra um estudo europeu, o leite materno de
mulheres lactantes que se alimentam principalmente de
produtos de leite e carne orgânicos contém 50% mais ácidos
graxos não saturados. Tem-se atribuído a estes produtos
atuações saudáveis: reprimindo câncer, baixando o nível
de colesterol, reprimindo inflamações, reduzindo a aglomeração
de plaquetas no sangue e diminuindo arteriosclerose.
Também em sentido fisiológico nuticional e da saúde em
geral recomenda-se o consumo de carne de bovino orgânico.
Segundo estes estudos carne de bovino proveniente de
criação extensiva se destaca com um teor de ácidos graxos
omega 3, três vêzes mais alto.
© BIO AUSTRIA, www.bio-austria.at
Fontes – Referências Bibliográficas
FIBL, Forschungsinstitut für biologischen Landbau (Instituto
de Pesquisa para Agricultura Biológica. Suiça).
Enderêço na Àustria:
Dr. phil. Alberta Velimirov
Theresianumgasse 11/1
1040 Wien
0650 514 20 22
alberta.velimirov@fibl.org
www.fibl.org
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3100 St. Pölten
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BIO AUSTRIA – Biobauern Österreichs (Associação dos Produtores
Orgânicos da Áustria).
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Tradução – Bernardo Thomas Sixel
Revisão – Maria Bertalot
Associação Brasileira de Agricultura Biodinâmica. |